O Brasil vai levar 485 atletas para os Jogos Pan-Americanos de Lima. Essa será a menor delegação desde Santo Domingo-2003, quando 479 esportistas brasileiros estiveram na República Dominicana. A explicação para esse encolhimento da delegação pode estar nos esportes coletivos.
Pelo menos, essa é opinião de Rogério Sampaio, campeão olímpico em Barcelona-92 e atual diretor do COB (Comitê Olímpico Brasileiro). “Nós temos algumas equipes coletivas que não se classificaram, como no caso do futebol masculino. O futebol feminino, por incrível que pareça, se classificou para os Jogos Olímpicos, mas o regulamento não permitia que a mesma equipe que ganhou o Sul-Americano e classificou a Olímpiada, podia disputar o Pan-Americano, então ficamos de fora. Basquete masculino e feminino também não se classificou, mas independente disso, estamos levando um número muito grande de atletas, esperamos fazer um bom papel, ganhar um grande número de medalhas e tenho certeza que voltaremos com um excelente resultado de Lima”, declarou o ex-judoca em entrevista exclusiva ao Olimpitacos durante evento da Ajinomoto em São Paulo.
Mesmo com uma delegação menor, o objetivo do COB é se mater no top 3 do quadro de medalhas. Em Guadalajara-2011 e em Toronto-2015, o Time Brasil conquistou 141 pódios e terminou na terceira colocação.
“A meta do COB é ganhar maior número de medalhas e fazer jus as apresentações dos Jogos Pan-Americanos de 2011 e 2015, quando foram as nossas melhores apresentações. Mesmo com a delegação menor, mesmo com alguns atletas lesionados, a gente acabou de ver aqui o Rafael Silva [fraturou o punho e está fora da competição em Lima], temos a Rebeca da ginástica, que é uma baita atleta, e teve uma lesão no joelho, mesmo com esses desfalques, nós entendemos que temos grandes atletas do Brasil em diversas modalidades e estamos indo para os Jogos Pan-Americanos entusiasmados e confiantes em uma excelente participação”, argumentou.
Sampaio garante que a não classificação de algumas modalidades coletivas para o Pan não preocupam para o planejamento para os Jogos Olímpicos de Tóquio em 2020. “Os atletas e as equipes que a gente tem expectativa de se classificar para os Jogos Olímpicos tem conseguido excelentes desempenhos nas últimas competições, a gente entende que os atletas e essas modalidades estão crescendo no momento certo. Vou dar um exemplo, que é o Darlan [Romani], que fez a melhor marca da vida dele no arremesso de peso [na etapa de Eugene da Diamond League], uma das melhores do mundo, marca de medalhista olímpico. O revezamento 4×100 foi campeão do mundo contra os melhores atletas do mundo, EUA estava com a sua equipe principal”, disse.
“Entendemos que mesmo com esses resultados expressivos precisando continuar avançando para pensar em uma medalha, um ano antes é muito tempo ainda”, completou.
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