Como se já não bastassem seus 13 títulos em Roland Garros para integrar definitivamente a história do torneio, Rafael Nadal agora foi também eternizado pela organização do Grand Slam francês nesta quinta-feira, 27, com a inauguração de uma estátua em sua homenagem no Bois de Boulogne, parque em Paris que abriga o famoso complexo de quadras. A cerimônia contou com a presença do tenista espanhol e parte de sua equipe, como o técnico Carlos Moya, além do presidente da Federação Francesa de Tênis (FFT), Gilles Moretton.
Criada pelo escultor espanhol Jordi Díez, a estátua é feita toda em aço, tem 3 metros de altura e captura tanto a expressão quanto um dos golpes mais característicos do Rei do Saibro. A peça gigante fica localizada na nova entrada geral do público, próximo ao Jardim dos Mosqueteiros.
Em junho de 2017, a direção do torneio aprovou por unanimidade que seu maior vencedor deveria ter sua presença perpetuada nas instalações do complexo. Nada mais justo, afinal, além de seus 13 troféus, Nadal detém o impressionante recorde de 100 vitórias e apenas duas derrotas na capital francesa – para Robin Soderling, em 2009, e Novak Djokovic, em 2015 –, além de uma desistência em 2016 por causa de uma lesão no punho. O que rende ao tenista espanhol uma taxa de 98% de eficácia no saibro parisiense desde sua estreia, em 2005.
Dono de 20 títulos de Grand Slam, marca que compartilha com Roger Federer, em breve Nadal terá a oportunidade de ampliar seus recordes na terra batida de Paris. Mais uma vez, o espanhol chega como favorito e pode conquistar seu 14º título de Roland Garros, ultrapassando assim o suíço em número de Majors. O torneio começa no domingo, 30, com transmissão do Bandsports a partir das 6h.
A edição deste ano promete ser mais emocionante ainda. Além de Nadal, que venceu o ATP 500 de Barcelona e o Masters 1000 de Roma, dois postulantes ao título também aparecem com força após a temporada de saibro. Campeão do Masters 1000 de Madri, Alexander Zverev já afirmou recentemente que se sente em condição de levantar o troféu do torneio mais charmoso do circuito. Já Stefanos Tsitsipas, que triunfou no Masters 1000 de Monte Carlo e no ATP 250 de Lyon, vem tendo um ótimo ano e também pode ser uma ameaça real às pretensões de Rafa. Sem falar no número 1 do mundo, Djokovic, que deve estar com derrota na final de 2020 ainda entalada na garganta, quando foi atropelado por Nadal, e o sempre perigoso Dominc Thiem, atual campeão do US Open e que já chegou em duas decisões em Paris.
Campeão de Roland Garros em 2009, Federer volta a disputar o Grand Slam este ano depois da sentida ausência em 2020, quando se recuperava de duas cirurgias no joelho.
Crédito foto: Divulgação/FFT/Christophe Guibbaud
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