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Fúria e descuido quase deixaram Kyrgios sem raquete para final em Washington

Você já imaginou um tenista ser derrotado em uma final de ATP 500 por não ter raquete? Isso quase aconteceu com Nick Kyrgios na decisão em Washington, nos Estados Unidos, no último domingo contra o russo Daniil Medvedev. O australiano tinha apenas uma raquete em condições ideais. Ele viajou com cinco, mas doou uma caridade em Atlanta, quebrou duas em momentos de fúria em quadra e viu uma quarta não estar em boas condições.

Os atletas costumam carregar dezenas de raquetes durante os duelos do circuito. Como a situação era atípica, Kyrgios resolveu pedir ajuda para o pai. De Canberra, na Austrália, ele tentou enviar mais raquetes para o filho, mas o material ficou retido em um serviço de entrega em um aeroporto nos Estados Unidos. A estimativa era que a encomenda chegasse ao destinatário na segunda-feira. Ou seja, o tempo não era suficiente.

Antes de dormir no sábado, a equipe do australiano entrou em contato com Mark Ein, diretor do torneio, e pediu ajuda para agilizar a chegada das raquetes. Como um grande homem de negócios, ele conhece muita gente, inclusive Gina Adams, vice-presidente da FedEx, empresa responsável pelo serviço de entrega e que foi patrocinadora do torneio por muitos anos.

A executiva estava voando para a Dinamarca, mas quando foi encontrada, atendeu ao pedido de Ein e Kyrgios recebeu o seu material na manhã de domingo.

“Estou super agradecido ao Ein e à FedEX. Tudo acontece por uma razão. Eu peguei as raquetes e venci”, declarou ao ATPTour.com.

Gisèle de Oliveira

Jornalista apaixonada por esportes desde sempre, foi correspondente internacional do “Diário Lance!” na Austrália, quando cobriu os preparativos para os Jogos Olímpicos de Sydney-2000, e editora do jornal no Rio de Janeiro, trabalhou na “Gazeta Esportiva” e foi colaboradora de especiais da revista “Placar”, entre outras experiências fora do universo esportivo. Mineira de nascimento, paulistana de coração, é torcedora inabalável de Rafael Nadal, Michael Phelps, Messi e Rafaela Silva. Adora tênis, natação, judô, vôlei, hipismo e curling (sim, é verdade). Sagitariana e são-paulina teimosa, agradece por ter visto a Seleção de futebol de 82 de Telê, o São Paulo também do mestre Telê, o Barcelona de Guardiola e a Seleção de vôlei de Bernardinho em seu auge. Ah, chora em conquistas esportivas, e não apenas de brasileiros.

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