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Phelps se dividiu nas funções de comentarista, torcedor e tiete

Michael Phelps experimentou pela primeira vez desde Sydney-2000 a experiência de curtir uma edição dos Jogos Olímpicos fora da piscina. Aposentado desde a Rio-2016, o maior medalhista da história da Olimpíada foi para Tóquio comentar as provas de natação para um canal de televisão dos Estados Unidos.

Durante a semana de provas da modalidade, Phelps foi um show à parte. Ele fez análises, torceu, vibrou e até tietou os compatriotas. O maior nadador da história afirmou que estava feliz pela oportunidade de acompanhar os Jogos de outra maneira. Ele viajou para o Japão na companhia da mulher, Nicole. Os três filhos ficaram em casa.

A performance de Phelps ao microfone rendeu muitos elogios da imprensa nos Estados Unidos. “Phelps contribuiu significativamente e ajudou os telespectadores a se tornarem mais informados sobre a natação e sobre o que estão assistindo. A decisão de convidá-lo valeu a pena”, disse a análise da Swimming World Magazine.

Segundo os colegas da nova profissão, Phelps tem as ferramentas mais importantes: visão profunda, conhecimento do esporte e paixão.

Opinião sobre Biles

Phelps também falou sobre o caso da ginasta Simone Biles, que se retirou de algumas provas para preservar a sua saúde mental. O ex-nadador sofreu com depressão durante a carreira e é um dos grandes defensores atualmente do cuidado com questões psicológicas.

“Isso partiu meu coração. Mas também, se você olhar bem para isso, a saúde mental é algo que as pessoas estão falando nos últimos 18 meses”, declarou para a emissora norte-americana NBC

“As Olimpíadas são muito pesadas. São muitas emoções envolvidas nisso. Posso falar sobre isso por uma hora. A maneira mais fácil de dizer isso é que acho que os atletas, e os atletas olímpicos de um modo geral, precisam de alguém em quem possa confiar. Alguém que possa nos deixar ser nós mesmos, ouvir e permitir que nos tornemos vulneráveis. Alguém que não vai tentar nos consertar. Carregamos muitas coisas e muito peso nos ombros. É um desafio, especialmente quando temos as luzes sobre nós e todas as expectativas que estão sendo jogadas sobre nós. omos seres humanos, ninguém é perfeito. Está tudo bem não estar bem. Está tudo bem passar por altos e baixos e montanhas-russas emocionais… Senti como se estivesse carregando, como Simone [Biles] disse, o peso do mundo em meus ombros. É uma situação difícil”, completou.

Olimpitacos

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