O Estádio Aquático do Parque Olímpico sofreu um apagão de quase uma hora no dia 20 de abril de 2016. Quando a luz voltou, Cesar Cielo caiu na piscina, terminou atrás de Bruno Fratus e Ítalo Manzine na disputa dos 50 m livre e perdeu a última chance de conquistar uma vaga na Rio-2016.
Quatro dias depois, ele usou a conta no Instagram para agradecer o apoio de um dos seus patrocinadores e afirmou “que conhecemos os verdadeiros amigos quando estamos por baixo”. Foi o último ato do campeão olímpico de Pequim-2008 antes de sair de cena.
Cielo ficou recluso, preferiu estar com a mulher, o filho e o restante da família que mora em Santa Bárbara D´Oeste, interior de São Paulo. Recusou (algumas vezes) o convite para carregar a tocha olímpica e não chegou nem perto da competição no Rio de Janeiro.
O nadador voltou às redes sociais no dia 23 de agosto, para promover uma campanha publicitária. Na sequência, visitou os atletas paraolímpicos e começou a ensaiar o seu retorno, que começou com a promoção de eventos da Fundação Cesar Cielo.
No final do ano, ele se reaproximou do técnico Alberto Silva, o Albertinho. Os dois trabalharam juntos durante a infância de Cielo e entre 2010 e 2013. O rompimento não foi nada amigável. No entanto, o treinador deixou as diferenças de lado, ligou para o antigo pupilo e conduziu o retorno dele ao Clube Pinheiros.
Em janeiro deste ano, o dono de três medalhas olímpicas participou de um desafio com o argentino Pepe Meolans no país vizinho. Cielo retornou para as piscinas e os sorrisos voltaram a seu rosto. Nos meses seguintes, ele passou a compartilhar uma rotina de atleta na web, que culminou com a sua primeira competição oficial no último fim de semana. Com o tempo de 22s44, registrou a melhor marca dos 50m no geral do torneio organizado pela Federação Aquática Paulista.
Satisfeito, Cielo confirmou que está de volta após 11 meses e espera ansioso pela disputa do Maria Lenk, em maio. O nadador ainda precisa baixar o tempo para garantir sua presença no Mundial de Esportes Aquáticos em agosto, em Budapeste, Hungria.
Ainda é cedo para saber onde o campeão olímpico pode chegar. No momento, ele parece se divertir e querer nadar para que Thomas, seu filho com Kelly Gisch, tenha lembranças do pai dentro d’água. Se o menino vai poder ver o maior nome da história da natação brasileira no pódio novamente, só o tempo dirá.
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